O Brasil registrou 547 pacientes com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) entre 2005, quando a doença passou a integrar a Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória, e 2021.
Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde mostram que o país teve 1.576 notificações suspeitas da doença no período.
A DCJ acometeu Lito Souza, morto aos 59 anos nesta quinta-feira (1), 41 dias após a divulgação do diagnóstico da patologia neurodegenerativa. O velório do influenciador acontece nesta sexta (2), em São Paulo.
Os registros mais frequentes da doença aconteceram nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste.
São Paulo teve, no total, 512 casos suspeitos da doença. Somente a capital registrou 101 mortes desde 2007. Na sequência, as maiores suspeitas da doença foram registradas no Paraná, com 189 registros, além dos 158 casos suspeitos em Minas Gerais.
Segundo o Ministério da Saúde, a maior frequência das notificações está entre as idades de 55 a 74 anos, com 53,6% das suspeitas em mulheres e 46,3% em homens.
Tratamento?
Não existe um tratamento comprovado para evitar a evolução da doença. Segundo o Ministério da Saúde, 90% dos diagnosticados morrem em até um ano.
Não existe, portanto, nenhum medicamento autorizado pela Anvisa para uso amplo no Brasil, e o SUS (Sistema Único de saúde) não oferece tratamento para a doença além do suporte terapêutico e do controle das complicações.
