A Suprema Corte de Israel aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (2), as candidaturas dos dois principais partidos liderados por árabes, Raam e Lista Conjunta, para as eleições de 27 de outubro, revertendo uma decisão anterior da Comissão Central de Eleições de desqualificá-los.
Tentativas de desqualificar partidos árabes têm sido uma característica recorrente das eleições israelenses nos últimos anos, assim como a tendência do tribunal de reverter as decisões tomadas pela Comissão Central de Eleições.
O comitê é um órgão político cujos membros são nomeados de acordo com a força dos partidos governistas no parlamento cessante, conferindo à coalizão de direita de Benjamin Netanyahu uma maioria garantida.
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Segundo a legislação israelense, existem três fundamentos possíveis para a desqualificação de um partido ou candidato: a negação da existência de Israel como um Estado judaico e democrático; a incitação ao racismo; e o apoio à luta armada contra o país.
O tribunal também reverteu a decisão da comissão de desqualificar individualmente Ofer Cassif, um parlamentar judeu da facção árabe-judaica Hadash, que integra a Lista Conjunta.
No entanto, Sami Abu Shehadeh, líder do Balad, outra facção da Lista Conjunta, anunciou que está retirando sua candidatura.
