Cresci em uma família apolítica. Meus pais, como muitos de sua geração, acreditavam que cristãos não deveriam se misturar com política, pois era algo sujo, cheio de conchavos e conluios obscuros. Durante anos, ouvi minha mãe dizer que, se no Brasil fôssemos uma verdadeira democracia, o voto não seria obrigatório, mas facultativo.
Eu ouvia e pensava: “O que democracia quer dizer, afinal?”.
Bom… você deve saber que o termo vem do grego antigo, da união de demos (povo) e kratos (poder), expressando a ideia de que o poder emana do povo.
Assim, eu ouvia a ideia do voto facultativo e me questionava: “Como o povo pode expressar sua vontade e seu poder se não for votar?”
Fui crescendo, tendo essas ideias morando em mim. Até o dia em que entendi que até o fato de não se escolher é uma escolha. E pior: quando não atuo no meu direito de escolha, no “meu poder” na democracia, me abstendo de defender a minha opinião, entrego na mão de outros aquilo que eu deveria escolher.
Tendo isso em mente, minha relação com a política e minhas escolhas mudaram bastante.
Pensando em tudo isso, e querendo conversar de perto com você, que se prepara para ir às urnas neste domingo (4), preparei um pequeno glossário para que entenda o que está por trás de algumas das palavras que compõem esse grande movimento chamado “eleição”.
Veja bem: eleição vem do latim electio, que significa “escolha”, e é derivado de eligere, “escolher”.
