O preço global dos alimentos, medido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), subiu 1,5% (2 pontos) em setembro e ficou em 136 pontos. O destaque foram os preços dos cereais que tiveram alta de 17,2% mesmo com a safra mundial perto do recorde histórico.
Em comparação com setembro de 2025, o indicador da FAP estava 7,4 pontos (5,8%) mais alto, mas permanecia 24,3 pontos (15,1%) abaixo do pico atingido em março de 2022.
O subíndice para cereais registrou uma média de 122,8 pontos em setembro, um aumento de 6,0 pontos (5,1%) em relação a agosto e 18,0 pontos (17,2%) acima do valor de setembro de 2025. Os preços mundiais do trigo subiram 6,3% em relação a agosto, atingindo o nível mais alto desde agosto de 2023, embora as cotações diárias tenham recuado no final do mês. Segundo a entidade, a alta foi amplamente associada a restrições logísticas na região do Mar Negro, o que levou os importadores a buscar origens alternativas. Condições de tempo seco em partes da América do Norte, antes do plantio do trigo de inverno, também contribuíram para o aumento.
Os preços globais do milho subiram 5,6% em relação ao mês anterior, atingindo o nível mais alto em mais de três anos, impulsionados por uma perspectiva de oferta mais restrita decorrente de produtividades abaixo do esperado nos Estados Unidos e menor oferta para exportação no Brasil.
