BRASIL - A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticaram as decisões judiciais que alteraram regras do debate presidencial da TV Globo, cancelado nesta quinta-feira (1º).
Em nota conjunta, as entidades manifestaram “profunda indignação” com o que classificaram como “intervenção judicial nas regras previamente definidas” para o encontro.
As manifestações ocorreram após decisões envolvendo a organização do debate. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a exibição de um púlpito vazio com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não participaria do evento, e a formulação de perguntas que seriam dirigidas a ele.
Posteriormente, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate.
Entidades criticam mudanças nas regras do debate da Globo
Na nota, Abert, Aner e ANJ afirmaram que as decisões obrigariam a emissora a conduzir o debate de forma diferente das regras acertadas anteriormente com os partidos.
As associações classificaram a interferência como uma “agressão à liberdade de imprensa” e disseram que as normas do encontro haviam sido acordadas havia meses entre a Globo e as legendas.
