A reta final da campanha para o primeiro turno foi marcada menos pelo confronto de propostas entre os candidatos e mais pela atuação do Judiciário, que se consolidou como protagonista da disputa eleitoral. Em poucas horas, decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) impactaram diretamente as estratégias dos adversários e redefiniram o cenário político.
Globo cancela debate com candidatos à Presidência da República
Candidatos lamentam cancelamento do debate após decisões judiciais
Nos bastidores da campanha do presidente Lula (PT), a preocupação central era o impacto de sua ausência no debate promovido pela Globo. Depois de comunicar que não participaria do encontro, a equipe do petista temia que os adversários explorassem a imagem de um púlpito vazio, especialmente o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A campanha recorreu ao TSE, que acabou determinando a retirada do púlpito, decisão que ajudou a neutralizar uma das armas dos oponentes.
Do lado de Flávio Bolsonaro, a reação foi imediata. Inicialmente decidido a comparecer ao debate mesmo sem a presença de Lula, o candidato mudou de estratégia após as decisões judiciais. A campanha comunicou interferência do Judiciário no processo eleitoral e de alinhamento institucional favorável ao presidente, narrativa que ganhou força entre aliados e alimentou a mobilização da reta final.
Análise: Judiciário protagoniza a eleição do começo ao fim do 1° turno
