A Argentina registrou inflação mensal de 1,7% em agosto de 2026, segundo o INDEC. O número representa uma forte desaceleração em relação aos 25,5% registrados em dezembro de 2023, mês em que Javier Milei assumiu a Presidência e iniciou seu programa de ajuste econômico.
Desde que chegou ao poder, Milei adotou medidas como cortes de gastos públicos, redução de subsídios, busca pelo equilíbrio fiscal, mudanças na política cambial e restrições ao financiamento do Tesouro pelo Banco Central. A forte redução da inflação é apontada pelo governo e por seus apoiadores como um dos principais resultados dessa estratégia. O FMI também registrou a queda acentuada da inflação e destacou a disciplina fiscal entre os fatores associados à estabilização.
A comparação virou argumento político para defensores da direita argentina, que relacionam a melhora à ruptura com o governo peronista anterior. Porém, tecnicamente, não é possível atribuir toda a queda simplesmente à troca ideológica de governo: políticas fiscais, monetárias e cambiais específicas são os mecanismos diretamente relacionados ao resultado. Também é importante lembrar que os 25,5% de dezembro de 2023 foram registrados no mês em que Milei tomou posse e realizou uma forte desvalorização do peso. O que você acha do resultado econômico alcançado pela Argentina?
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