A ponteira de vôlei Tifanny Abreu afirmou na 5ª feira (1º.out.2026) ter sido tratada “como uma bandida” depois de a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) proibir mulheres trans de disputar competições femininas, como a Superliga. Em entrevista durante a COB Expo, em São Paulo, a atleta também disse estar “esgotada”, “acabada” e “humilhada” com a situação, segundo o jornalista Matheus Castro, da ESPN.
Tifanny defende o Osasco e mantém contato diário com a CBV na tentativa de obter autorização para disputar a Superliga Feminina, que começa em 17 de outubro. No momento, a atleta está liberada apenas para o Campeonato Paulista.
Ao explicar a forma como considera estar sendo tratada, Tifanny afirmou: “Não é fácil porque a gente precisa do nosso melhor dentro de quadra. E ao mesmo tempo a gente vem e recebe uma notícia dessa como se a gente estivesse… Como se eu fosse uma bandida. E eu não sou bandida. Eu sou uma atleta, uma atleta que inspira muitas pessoas. E eu mereço estar jogando dentro da quadra, que é o meu lugar”.
Apesar do desgaste, Tifanny afirmou que mantém a esperança de conseguir o aval para jogar. A ponteira citou os 10 anos de carreira no vôlei brasileiro e a relação construída com o público como motivos para continuar tentando disputar a competição.
“Dizer que eu não vou poder competir na Superliga Feminina é uma palavra muito forte, mas a gente vai lutar para competir.
