protEstudantes entraram em confronto com a polícia e várias escolas foram incendiadas nesta sexta-feira (2), em mais um dia de violência na França. Os protestos que vêm mobilizando o país não dão sinais de terminar.
O governo anunciou que mais de 400 escolas seriam fechadas nesta sexta-feira, enquanto tenta conter a tensão após dias de manifestações que resultaram na detenção de centenas de adolescentes.
Em Estrasburgo, no leste da França, jovens ergueram barricadas em ruas tomadas por gás lacrimogêneo. Em Lyon e outras cidades, manifestações mais pacíficas foram realizadas.
Os manifestantes afirmam que o setor de educação francês sofre com falta de recursos e está sobrecarregado. Os estudantes reclamam que professores ausentes não são substituídos e que as escolas estão em condições precárias.
“Passamos de protestos estudantis para uma questão de ordem pública”, disse o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, na manhã desta sexta-feira. Ele afirmou temer que a onda de protestos continue durante o fim de semana. Manifestações organizadas por sindicatos em apoio aos estudantes do ensino médio estão previstas para terça-feira (6).
Sem uma saída clara para os protestos e com o aumento da violência, o governo tenta conter a situação nos arredores das escolas.
O ministro da Educação, Édouard Geffray, deve se reunir nesta sexta-feira com representantes de estudantes, pais e funcionários.
