O crescimento das exportações brasileiras de carne bovina para Estados Unidos, Chile e Rússia tem compensado o recuo dos embarques destinados à China em 2026, aponta levantamento feito pelo Canal Rural com dados Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Nos primeiros oito meses deste ano, enquanto as compras chinesas diminuíram em cerca de 75 mil toneladas, os três mercados ampliaram juntos as importações do produto brasileiro em aproximadamente 114 mil toneladas.
De janeiro a agosto de 2025, a China importou cerca de 948 mil toneladas de carne bovina brasileira. No mesmo intervalo de 2026, o volume caiu para aproximadamente 873 mil toneladas, uma redução de quase 8%.
Apesar da retração, a China permanece como principal destino da proteína brasileira e continua sendo considerada estratégica para o setor.
Estados Unidos ganham espaço
Entre os principais mercados que ampliaram as compras, o maior avanço em volume ocorreu nos Estados Unidos.
Os embarques brasileiros para o país passaram de aproximadamente 176 mil toneladas entre janeiro e agosto de 2025 para 241 mil toneladas no mesmo período deste ano. O aumento foi de 65 mil toneladas, ou cerca de 37%.
Com isso, somente o crescimento das vendas aos Estados Unidos foi suficiente para compensar grande parte das 75 mil toneladas que deixaram de ser adquiridas pela China no período.
