A Globo cancelou o debate dos candidatos à Presidência da República que estava previsto para a última quinta-feira (1º). Segundo a emissora, a decisão ocorreu por conta de decisões judiciais que “representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm”.
Uma das regras propostas para o encontro era a de que, caso algum candidato convidado faltasse ao debate, a emissora poderia manter o púlpito onde ele estaria. Nos momentos em que candidato faria a pergunta, o espaço vazio seria mostrado pela transmissão e o mediador destacaria a desistência. Outros concorrentes, caso quisessem, poderiam fazer perguntas dirigidas ao candidato ausente.
A prática foi proibida por uma decisão da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo a magistrada, o formato criaria “situação de desequilíbrio entre os participantes”, uma vez que os políticos ausentes não teriam possibilidade de fornecer “resposta simultânea ou contraposição no próprio ambiente do debate”.
Ainda na decisão, a ministra diz que as consequências negativas impostas aos candidatos ausentes buscam forçar a participação no debate, que é facultativa conforme a legislação.
“A referida cláusula possui, dada a magnitude das consequências negativas que prevê para o candidato que decide se ausentar, aparente intuito de compelir os candidatos a comparecer ao debate”, afirma.
