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Aqui em São Paulo, no Hospital Sírio-Libanês, onde ainda me encontro brigando com uma indigesta pneumonia que resolveu me perturbar nessa semana da eleição, mas já me preparando para voltar ao Maranhão, escrevo estas apressadas linhas.
Nestes 41 anos da Nova República exercemos a Democracia pelo voto do povo. No domingo próximo, dia 4, o País irá às urnas para escolher seus representantes no Poder Executivo e nas Casas Legislativas, estaduais e federais. Em quatro dos meus cinco anos na Presidência, realizamos eleições: um dos meus primeiros atos ao assumir foi restaurar as eleições diretas em todos os níveis no Brasil (Emenda Constitucional nº 25), uma vez que o País estava saindo do regime de eleições indiretas via Colégio Eleitoral, que Tancredo dizia serem as últimas a serem realizadas no Brasil. E foram.
Hoje, o Brasil é a segunda maior democracia do mundo ocidental, implantada pela transição que presidi, que se concretizou com as eleições diretas e a nova Constituição Federal. Foi uma das mais marcantes transições da América Latina, que elaborou sua própria Carta Magna e consolidou uma verdadeira sociedade democrática de massa.
Na minha vida, concorri em 12 eleições. Na primeira, para deputado federal, em 1954, não fui eleito, mas fiquei como suplente, tendo a oportunidade de assumir várias vezes o mandato na Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro.
