O próximo presidente terá pela frente uma agenda de problemas que, apesar das diferenças entre os candidatos, aparece de forma recorrente nas demandas do agronegócio: crédito mais previsível, seguro rural capaz de responder aos eventos climáticos, infraestrutura para reduzir o custo de produção e escoamento, segurança jurídica e abertura de mercados.
O desafio principal é definir como financiar o crescimento do setor e reduzir sua exposição a riscos que aumentaram nos últimos anos.
A agenda apresentada pelas entidades do setor converge justamente nesses pontos. A Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), por exemplo, colocou entre suas prioridades para o próximo governo um marco plurianual para crédito e seguro rural, infraestrutura física e digital, oferta de insumos estratégicos, segurança jurídica, inovação e maior protagonismo internacional. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) também defende um Plano Agrícola e Pecuário plurianual, mais recursos para o seguro rural, mecanismos de garantia e ampliação do financiamento privado.
O crédito é uma das questões mais sensíveis. O agro passou a depender mais de instrumentos privados, como CRAs e Fiagros, mas o custo do dinheiro e o aumento da percepção de risco tornam mais difícil financiar a produção e, principalmente, novos investimentos.
