Nike em Pequim, China
REUTERS/Tingshu Wang
A Nike está aprofundando sua reestruturação sob o comando do presidente-executivo Elliott Hill.
Diante do agravamento das dificuldades na China, a empresa anunciou um plano para cortar mais empregos e reorganizar suas divisões globais de negócios, depois de projetar uma queda mais acentuada que o esperado na receita anual.
A previsão divulgada na quinta-feira (1º) indica que os desafios da Nike devem persistir por pelo menos mais alguns trimestres, especialmente na China, onde as vendas caíram 26% em moeda constante no primeiro trimestre.
🔍 O cenário aumentou a preocupação dos investidores com o ritmo da recuperação liderada por Hill. As ações da empresa caíram 8,5% no pregão estendido.
Agora no g1
Reestruturação mira redução de custos
A empresa vem tentando retomar o crescimento sob a gestão de Hill, com foco renovado em modalidades estratégicas, como a corrida, e na reconstrução de relacionamentos com varejistas atacadistas.
Analistas, porém, afirmam que as dificuldades decorrem em grande parte da falta de lançamentos de produtos novos e atraentes em volume suficiente, o que aumentou a necessidade de promoções e descontos.
A Nike, que também registrou receita no primeiro trimestre abaixo das expectativas dos analistas, anunciou mudanças em seu modelo operacional.
As medidas incluem cortes de pessoal e a reorganização da companhia em três regiões geográficas, Américas, Ásia-Pacífico e Grande China, e EMEA, em vez de quatro.
Crise da Nike se agrava, e empresa anuncia novos cortes de empregos
