A inteligência artificial (IA) ganhou espaço em uma nova frente da disputa eleitoral: a produção em escala de imagens ofensivas contra mulheres na política. Levantamento do projeto MonitorA, observatório de violência política de gênero nas redes sociais, identificou indícios de uso de IA em 25% das imagens classificadas como ataques ou insultos dirigidos a candidatas no X.
Outros 9% dos casos ficaram em uma zona de incerteza, em que os pesquisadores não conseguiram determinar se houve ou não manipulação por inteligência artificial.
O dado vem de uma análise de 11.137 imagens publicadas em 9.393 comentários em perfis de 132 candidatas monitoradas durante dois momentos da campanha eleitoral: a largada da disputa, entre 16 e 24 de agosto, e o período posterior à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), de 2 a 11 de setembro. Ao todo, 660 imagens foram classificadas como ofensivas contra candidatas no X.
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Diferentemente do temor tradicional envolvendo deepfakes e desinformação, os pesquisadores concluíram que a maior parte das imagens não tenta se passar por real. São charges, memes, montagens e falsos materiais de campanha produzidos para humilhar, ridicularizar ou desumanizar adversárias políticas.
Agora no g1
"Esses usos de montagens e imagens sintéticas de baixa qualidade indicam que, nesses casos, não há necessariamente uma intenção de simular a realidade.
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