O cancelamento do último debate presidencial antes do primeiro turno das eleições brasileiras ganhou repercussão na imprensa internacional.
Algumas das principais agências de notícias do mundo destacaram o episódio.
A Reuters publicou uma reportagem específica sobre o cancelamento e destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, os dois principais nomes da disputa presidencial, decidiram não participar do encontro.
A agência também chamou atenção para as decisões judiciais de última hora que alteraram regras previamente estabelecidas para o debate. Segundo a Reuters, o episódio também evidencia uma mudança no papel dos tradicionais debates televisionados durante as campanhas eleitorais brasileiras.
A Associated Press destacou que o cancelamento deixou cerca de 158 milhões de eleitores sem a oportunidade de assistir a um confronto direto entre os dois principais candidatos antes da votação.
A agência americana ressaltou ainda que esta é a primeira vez em duas décadas que os principais candidatos à Presidência do Brasil chegam ao primeiro turno sem terem se enfrentado publicamente em um debate.
A AP também relatou as duas decisões judiciais que antecederam o cancelamento. Uma delas impediu a Globo de manter no cenário o púlpito vazio reservado a Lula. A outra determinou que a emissora incluísse o candidato Renan Santos no debate.
