A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), a ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas) e a ANJ (Associação Nacional de Jornais) manifestaram na 5ª feira (1º.out.2026) apoio à TV Globo e disseram ter “profunda indignação” com a “intervenção judicial” que levou ao cancelamento do último debate presidencial antes do 1º turno.
Em nota conjunta, as entidades criticaram as decisões judiciais que alteraram regras definidas anteriormente pela emissora com os partidos. Eis a íntegra (PDF - 157 kB).
“As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, afirmaram.
As associações disseram ainda que houve “excessos judiciais” e que as decisões prejudicaram o direito dos eleitores de conhecer as propostas dos candidatos.
“Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate”, declararam.
CANCELAMENTO DO DEBATE
A Globo cancelou o debate presidencial que seria realizado na noite de 5ª feira (1º.out) depois de uma sequência de decisões judiciais e das desistências do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL).
