O Manchester City deve apresentar, até esta sexta-feira (2), um recurso contra a decisão de uma comissão independente que considerou o clube culpado de violações das regras financeiras da Premier League. O caso abre um novo capítulo em uma das disputas jurídicas mais importantes da história recente do futebol inglês.
O clube nega qualquer irregularidade e pretende contestar as conclusões de que teria utilizado contratos comerciais considerados fictícios para inflar receitas e subestimar custos em mais de 900 milhões de libras (cerca de R$ 6,2 bilhões) ao longo de quase uma década.
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O Manchester City afirma ter um conjunto de “provas irrefutáveis” para limpar seu nome. A expectativa é que a defesa argumente que o governo de Abu Dhabi, e não os proprietários do clube, financiou parte dos acordos de patrocínio questionados.
A Federação Inglesa de Futebol (FA) informou que acompanha de perto o caso.
“A decisão da Comissão Independente tem implicações significativas para a integridade do esporte”, afirmou a entidade em comunicado divulgado nesta sexta-feira.
“Estamos analisando cuidadosamente a decisão e suas implicações e tomaremos medidas quando for apropriado”, acrescentou.
Recurso pode prolongar disputa judicial
As novas regras de tramitação acelerada da Premier League determinam que uma audiência de recurso seja realizada em até 12 semanas após a apresentação do pedido.
