Viagens espaciais têm se tornado mais comuns. A tecnologia espacial tem evoluído de maneira muito rápida e com ela também as missões tripuladas. Astronautas têm se acostumado a viajar e ficar longos períodos em órbita - e isso pode se tornar um problema.
Pesquisadora da NASA Johnson Space Center, nos Estados Unidos, e outros cientistas publicaram um estudo sobre as consequências que longos períodos no espaço podem ter sobre os corpos de astronautas. Os resultados apontaram que problemas no quadril são mais comuns quando as missões passam de 90 dias.
Para quem tem pressa:
Estudo da NASA encontrou uma maior taxa de fraturas no quadril entre astronautas que passaram mais de 90 dias em missões espaciais;
A pesquisa aponta que avaliar apenas a densidade mineral dos ossos, um dos procedimentos atuais, pode não ser suficiente para entender os efeitos da microgravidade sobre a estrutura óssea;
Os autores ainda defendem a ampliação do monitoramento com exames mais detalhados e buscar estratégias para prevenir ou reduzir os danos causados por longos períodos no espaço.
Missões cada vez mais longas
A NASA enviou quatro astronautas para a Estação Internacional Espacial (ISS), na missão Crew-13, na quarta-feira (01). Ela durará aproximadamente 180 dias. Ao chegar a ISS, a equipe encontrou outro grupo que ficou o mesmo período na estação.
Essas missões buscam avançar nas pesquisas sobre a Lua e Marte.
