Alunos franceses protestam em Saint-Denis, próximo a Paris. No cartaz, "Escola de Ensino Médio Bartho enfurecida: mais recursos e menos miséria."
Abdul Saboor/Reuters
As manifestações de estudantes do ensino médio e de universidades que ganharam força na França nesta semana incluem reivindicações por professores para substituir profissionais ausentes, reajustes salariais para servidores públicos e mais recursos para a administração pública.
Embora parte desses problemas também esteja presente no Brasil, os dois países têm sistemas educacionais diferentes e enfrentam desafios de naturezas distintas.
Dados recentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) permitem comparar alguns desses aspectos. A Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS) 2024 ouviu professores e diretores de escolas e traz informações sobre jornada, contratos, salários, estresse e condições de trabalho. Já o relatório Education at a Glance 2026, divulgado em setembro, analisa, entre outros pontos, a falta de professores em diferentes sistemas educacionais.
A comparação mostra que a insatisfação dos professores existe nos dois países, mas não necessariamente pelos mesmos motivos.
Agora no g1
💰 Salários: professores dos dois países relatam insatisfação
Na França, um professor da Educação Nacional recebeu, em média, € 3.090 líquidos por mês em 2024. O valor médio aumentou 6,4% em relação ao ano anterior. Descontada a inflação daquele ano, o aumento real foi de 4,3%.
França protesta por professores e mais recursos: entenda quais são as reivindicações e como é o cenário no país em comparação com o Brasil
