O cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo nesta quinta-feira (1º) provocou críticas dos candidatos que estavam nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) questionaram as decisões judiciais que alteraram as regras do encontro. Renan Santos (Missão), incluído na programação por decisão judicial pouco antes do cancelamento, também criticou a suspensão do debate.
A TV Globo decidiu cancelar o programa após receber notificações judiciais que, segundo a emissora, interferiam nas regras previamente acordadas entre os partidos.
Uma delas, da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou que não fosse exibido o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria do encontro. A decisão também impediu que os demais candidatos fizessem perguntas ao espaço destinado ao presidente ausente.
A outra decisão foi do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a inclusão de Renan Santos no debate. O candidato havia recorrido para participar do encontro depois de ter sido inicialmente excluído. Horas antes, a ministra Cármen Lúcia havia negado pedido para sua participação.
Antes do cancelamento, Flávio Bolsonaro (PL), que estava confirmado, anunciou que não participaria. Ele atribuiu a desistência à decisão do TSE e afirmou que havia “censura” ao debate.
