A TV Globo registrou pela primeira vez nesta quinta-feira (1º) o cancelamento integral de um debate presidencial antes do primeiro turno, tradição criada pela emissora em 2002.
Por volta das 20h30, faltando uma hora para iniciar o debate com os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) na casa, a emissora anunciou o cancelamento.
Segundo a TV Globo, as sucessivas interferências do Judiciário nas regras previamente acordadas com os partidos inviabilizaram a realização do debate e causaram uma insegurança jurídica, ferindo, assim, a liberdade de imprensa.
A primeira dessas interferências aconteceu na terça-feira (29), com a decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, que alterou o entendimento da corte eleitoral na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema teria direito de participar.
A segunda interferência aconteceu nesta quinta-feira com a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu que a TV Globo colocasse uma cadeira vazia durante o debate, no lugar que seria reservado para o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A magistrada proibiu, ainda, que a emissora concedesse tempo para perguntas direcionadas a quem não compareceu ao debate e imputou multa em caso de descumprimento.
