A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que proibiu a TV Globo de mostrar o púlpito vazio de Lula da Silva no debate desta quinta-feira, 1º, fez campanha a favor do então candidato petista à Presidência nas eleições de 2022.
Em vídeo que circula nas redes sociais, Estela não só declara seu voto em Lula, como diz que a vitória do petista representaria uma série de benefícios. “Eu voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13”.
Ministra: “Estancar o autoritarismo”
Ela diz que, “como advogados”, não haveria outra opção além do petista para “estancar o aumento do autoritarismo”. Em seguida, defende o Estado Democrático de Direito e a democracia. Acrescenta que os advogados deveriam votar em Lula “inclusive para salvar o próprio sistema de Justiça”.
A ministra é criticada por ter acolhido pedido da federação que apoia Lula e contrariado uma regra - de a emissora mostrar eventualmente o púlpito vazio - prevista na ata assinada pelos partidos convidados, incluindo o próprio PT.
Segundo a ministra, a exposição da cadeira vazia poderia produzir efeitos não condizentes com a ausência de Lula. Para opositores, o posicionamento da magistrada visou claramente proteger o petista de críticas e consequências negativas à sua campanha à reeleição.
A decisão ocorreu horas antes do debate, que acabou cancelado pela Globo depois de outras decisões judiciais alterarem a configuração do programa.
