Mais 5 times de futebol ingressaram no Supremo Tribunal Federal na 5ª feira (1º.out.2026) requerendo um prazo de 6 meses a 1 ano para se adaptarem aos dispositivos da medida provisória 1.394, a chamada MP das bets (íntegra - PDF - 377 kB), baixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que proibiu todos os jogos on-line no Brasil. As agremiações argumentam que o futebol se enquadra no que a Constituição define como “patrimônio cultural” do país e que a MP coloca em risco a realização do Campeonato Brasileiro.
O pedido (íntegra - PDF - 657 kB) foi feito por São Paulo, Ponte Preta, Guarani, Vitória e Portuguesa e requer a inclusão desses clubes como partes na ação que já tramita no Supremo contestando a MP das bets. Afirmam que “a gravidade do quadro já transbordou para a própria continuidade das competições” do futebol por causa do fim das bets -que são neste momento as maiores patrocinadoras do esporte no país.
“Dirigentes de clubes e o sindicato nacional das associações de futebol discutem a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro”, dizem os clubes. E prosseguem: “Os requerentes não trazem essa notícia como instrumento de pressão, que não endossam, mas como sintoma objetivo da dimensão da crise: o principal campeonato do país discute a sua própria interrupção a poucas semanas de sua conclusão”.
