A Polícia Federal (PF) instaurou 1.226 inquéritos relacionados a crimes eleitorais entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do painel Casos Eleitorais em Andamento, divulgado pela corporação.
Os números foram apresentados às vésperas do primeiro turno das Eleições Gerais, marcado para domingo (4). Durante a votação, a PF reforçará a atuação em todo o país, em parceria com a Justiça Eleitoral e outros órgãos de segurança.
O principal foco das apurações é a falsidade ideológica eleitoral, crime que envolve a inserção de informações falsas em documentos destinados à Justiça Eleitoral. Foram 384 registros desse tipo até o momento.
Os inquéritos envolvem suspeitas de crimes previstos principalmente em três normas da legislação eleitoral brasileira:
Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965): reúne as regras sobre a organização e o funcionamento da Justiça Eleitoral, alistamento, votação e apuração, além de tipificar crimes eleitorais.
Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997): estabelece normas para as eleições, como registro de candidaturas, propaganda eleitoral, financiamento de campanhas e prestação de contas.
Lei nº 6.091/1974: regulamenta o transporte gratuito de eleitores residentes em zonas rurais nos dias de eleição e estabelece medidas para coibir o uso irregular de veículos e o transporte de eleitores com finalidade eleitoral ilícita.
Agora no g1
Um caso pode ter mais de um tipo penal. Os 1,2 mil inquéritos correspondem à 1.596 casos por tipo penal iniciados em 2026.
PF abre mais de 1,2 mil investigações eleitorais em 2026; falsidade ideológica e fraudes lideram casos
