A TV Globo cancelou o debate presidencial desta 5ª feira (1º.out.2026) por causa de uma combinação de fatores que inviabilizaram a realização do encontro. Os principais candidatos ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), desistiram. Mas o mais relevante foram as várias decisões judiciais que interferiram no evento e desvirtuaram o que estava consignado em ata assinada pelos candidatos convidados de acordo com o que determinada a lei.
A 1ª decisão judicial foi uma ordem da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, que proibiu a TV Globo de exibir um púlpito vazio para indicar a ausência de Lula. Ela também proibiu uma outra regra do debate -que estava num documento assinado por todos os partidos, inclusive o PT- que permitia aos candidatos se dirigirem a Lula para dizer que perguntas fariam ao petista se ele estivesse presente.
Estela Aranha é ligada ao ministro do Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Ela foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça quando Dino era o ministro. Estela também foi assessora especial da Presidência da República no governo Lula.
Na sequência da decisão de Estela Aranha, o ministro Gilmar Mendes, do STF, resolveu aceitar uma petição apresentada pelo partido Solidariedade pedindo que o candidato a presidente do Missão, Renan Santos, fosse integrado ao debate da TV Globo. O Solidariedade tem apresentado ações ao Supremo para influir no processo eleitoral.
