Associações de defesa do jornalismo manifestaram nesta quinta-feira (1º), por meio de uma nota conjunta, a indignação com o que chamaram de “intervenção judicial” do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas regras previamente definidas do debate presidencial promovido pela TV Globo. No texto, as entidades afirmam que as decisões são “uma agressão à liberdade de imprensa”.
“As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, diz a nota assinada pela ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), pela ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas) e pela ANJ (Associação Nacional de Jornais).
Segundo as associações, os “excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos” terem acesso às propostas dos candidatos que “já tinham sido convidados e se dispuseram [a participar] do debate”.
Segundo a TV Globo, o cancelamento do debate, que seria realizado na noite de quinta-feira, aconteceu após três decisões justiciais que interferiram nas regras acordadas sobre o debate eleitoral, causando “insegurança jurídica”.
