O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta 5ª feira (1º.out.2026) que a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo, representou um “desrespeito total” às leis.
Em vídeo publicado nas redes sociais depois do cancelamento do encontro, Zema criticou a mudança na lista de participantes a poucas horas do início do programa. Disse que o Judiciário brasileiro se transformou em uma “bagunça” e que houve “insegurança jurídica total”.
“Em cima da hora, colocaram mais um participante totalmente em desacordo com a legislação. Insegurança jurídica total. E o que nós precisamos é mudar esse Judiciário, que hoje está muito mais preocupado em fazer política do que em seguir as leis”, declarou.
Zema também classificou o episódio como um “desrespeito aos 210 milhões de brasileiros” e voltou a usar o termo “intocáveis”, empregado pelo candidato em críticas recorrentes a integrantes do STF.
“Mais uma vez, os intocáveis se julgando acima dos brasileiros. Mas dia 4 está aí e nós vamos dar a resposta”, afirmou.
A decisão de Gilmar foi tomada horas antes do debate. O ministro determinou que a Globo incluísse Renan na vaga aberta pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A determinação contrariou decisão anterior do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques.
