A ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estela Aranha proibiu que a TV Globo exibisse uma cadeira vazia no lugar reservado a Lula durante o debate presidencial que aconteceria nesta quinta-feira (1º).
A decisão gerou repercussão e foi apontada pelo analista de Política da CNN Caio Junqueira, no CNN Prime Time, como mais um exemplo do enviesamento de alas do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE em favor da reeleição de Lula.
“Essa reta final da campanha presidencial escancarou o apoio dessas alas dentro do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral a favor, principalmente, da reeleição do presidente Lula”, pontuou Junqueira.
A regra da cadeira vazia
Segundo Caio Junqueira, a exibição da cadeira vazia de candidatos ausentes é uma regra histórica nos debates eleitorais. O item 7 da ata assinada pelos partidos participantes, incluindo o próprio PT (Partido dos Trabalhadores), estabelecia que “se algum candidato convidado faltar ao debate, o seu lugar permanecerá vazio, com a placa que o identifique pelo nome”.
Apesar de ter assinado o documento, o PT acionou o TSE pedindo a suspensão dessa regra. Estela Aranha, descrita como muito próxima ao ministro Flávio Dino, com quem já trabalhou no Ministério da Justiça, acatou o pedido e autorizou a suspensão da norma.
