Estados Unidos, Chile e Rússia estão absorvendo com folga o recuo nas exportações de carne bovina para a China. A proteína do Brasil, isenta de tarifas nos EUA, encontra rotas alternativas à cota chinesa, que é de 1,1 milhão de toneladas.
Impacto das tarifas chinesas
As exportações de carne bovina para a China enfrentam uma sobretaxa de 55%, além de uma taxa normal de 12%, totalizando 67%. Essa situação torna inviável a continuidade das exportações nesse mercado. O governo brasileiro e o setor produtivo estão trabalhando para ampliar a cota ou eliminar essa sobretaxa.
Busca por novos mercados
Enquanto não há uma solução para as tarifas, o Brasil está buscando novos mercados. A cota para a China expirou em setembro, e o país já exportou 873 mil toneladas de carne bovina até agosto deste ano, uma queda em relação ao ano anterior, quando foram 948 mil toneladas.
Desempenho de outros países
Estados Unidos: aumento nas importações de carne bovina, de 176 mil para 241 mil toneladas.
Chile: crescimento de 80 mil para 106 mil toneladas no mesmo período.
Rússia: aumento de 60 mil para 83 mil toneladas.
México: leve recuo para 66 mil toneladas.
Esses países estão compensando a queda nas compras da China, que é um mercado crucial para o Brasil. O setor espera retomar as negociações e ampliar a cota para recuperar o volume de exportações.
Expectativas para o futuro
No ano passado, o Brasil exportou 3,1 milhões de toneladas de carne bovina.
