Clubes do interior de Minas Gerais pediram ao governo estadual isonomia na distribuição dos recursos destinados ao futebol, depois de o Estado anunciar R$ 32 milhões em patrocínios para Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG. Em documento divulgado na 3ª feira (30.set.2026), as equipes cobraram participação de clubes de outras divisões e do futebol feminino.
Os clubes também pedem uma audiência, intermediada pela FMF (Federação Mineira de Futebol), com o governo e as estatais responsáveis pelos contratos. Defendem ainda critérios objetivos e públicos, com definição de cotas por divisão, além de recursos para categorias de base e futebol feminino.
Athletic, Villa Nova, Guarani-MG, Aymorés, Betim, Mamoré, Boa Esporte, Ipatinga e Itabirito estão entre os clubes que assinaram o documento. Eles defendem a inclusão de equipes dos Módulos 1 e 2 do Campeonato Mineiro, da Série B do Campeonato Brasileiro e do futebol feminino.
Os clubes também pedem que o governo estabeleça critérios públicos para a distribuição dos recursos, com definição de cotas por divisão. O manifesto ainda solicita investimentos nas categorias de base e no futebol feminino.
Depois da proibição dos patrocínios de casas de apostas, o governo de Minas anunciou na 3ª feira (29.set) R$ 32 milhões em patrocínios por meio da Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) e da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). Atlético-MG e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada. O América-MG terá R$ 2 milhões.
