Muitas mulheres se questionam sobre a possibilidade de amamentar depois do diagnóstico de câncer de mama. O tema entra em alta com a chegada do Outubro Rosa, mês em combate a prevenção da doença.
Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (1º), o Dr. Fernando Pontes, Mastologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explicou que a gravidez após o tratamento não aumenta o risco de reaparecimento do tumor, nem afeta a saúde do bebê.
Sim, em muitos casos. Gravidez e amamentação após tratamento de câncer de mama são possíveis e, pelos dados atuais, não parecem aumentar o risco de recidiva no curto e médio prazo.
Dr. Fernando Pontes, Mastologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Um dos principais estudos sobre o tema, o POSITIVE Trial, publicado na New England Journal of Medicine, acompanhou mulheres jovens com câncer de mama inicial e tumores positivos para receptores hormonais que interromperam temporariamente a hormonioterapia para tentar engravidar. Cerca de 74% engravidaram e aproximadamente 64% tiveram pelo menos um filho nascido vivo.
Entre aquelas que tiveram bebês, cerca de 63% amamentaram, sem aumento na ocorrência de eventos da doença entre as que amamentaram e as que não amamentaram.
Apesar disso, o médico explica que a amamentação ser possível no pós não significa que pode ser realizada durante o tratamento contra a doença.
Em geral, não se recomenda amamentar durante o tratamento ativo.
