Quando um avião perde mais de 4,2 mil metros de altitude em apenas 30 segundos, como no caso recente do voo da Flydubai, o corpo humano pode passar por um estresse severo.
À CNN Brasil, o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola explicou que o risco está nas intensas forças de aceleração e desaceleração, nas variações de pressão e na resposta do sistema nervoso a esse estresse.
Risco de lesões cervicais e vasculares
Mesmo sem um impacto direto da cabeça contra o teto ou as poltronas, o movimento abrupto do corpo, principalmente da cabeça e do pescoço, pode causar traumatismo craniano ou cervical.
A hiperextensão, flexão ou rotação intensa do pescoço também pode lesionar a parede das artérias carótidas ou vertebrais, provocando o que a medicina chama de dissecção arterial.
Essa lesão pode comprometer o fluxo sanguíneo ou favorecer a formação de coágulos, aumentando o risco de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).
Victor explica que essa se trata de uma complicação incomum, cuja ocorrência depende diretamente da intensidade das forças mecânicas envolvidas na manobra da aeronave.
Variação de pressão atmosférica
A preservação da saúde cerebral durante uma perda rápida de altitude também está atrelada à preservação do ambiente da aeronave.
“Se houver uma alteração importante na pressurização da cabine, pode ocorrer redução da disponibilidade de oxigênio.
