Tiffany Abreu, oposta do Osasco, foi proibida de participar da Superliga Feminina devido a uma nova política da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) divulgada em agosto. A atleta esteve no lançamento do torneio, em São Paulo, nesta quinta-feira (1º), e criticou duramente a decisão, afirmando se sentir uma “bandida”.
Apesar da proibição, Tiffany revelou que há contato diário com a CBV e que seguirá tentando a liberação até o último dia. “A gente foi pego de surpresa. Isso machucou bastante”, desabafou a jogadora, mencionando a falta de comunicação da entidade.
A oposta descreveu o momento como “muito difícil”, precisando conciliar o foco nos treinos com a luta pela participação.
“É um momento muito difícil. (…) E aí a gente recebe uma notícia dessa… como se eu fosse uma bandida. Eu não sou uma bandida. Eu sou uma atleta que inspira muitas pessoas, mereço estar jogando, dentro das quadras, onde é meu lugar”, afirmou.
Críticas de Tiffany e a “falta de empatia”
Tiffany revelou sentir “desprezo” em vez de raiva, destacando a falta de empatia por parte dos tomadores de decisão. “Sinto um desprezo…. sinto uma falta de empatia muito grande“, disse. Ela criticou o que chamou de “política transfóbica” da CBV.
“Faltou muita empatia com o ser humano, com a atleta, com o clube e com as pessoas que se inspiram em mim no esporte”, pontuou Tiffany. Ela defendeu que novas regras deveriam abrir portas, e não promover a exclusão.
