As cápsulas já representam uma mudança no faturamento com café no Carrefour, um aumento de 30%, segundo dados divulgados pela rede, que não revelou o valor nominal, mas destacou a mudança de comportamento de consumo do brasileiro. As cápsulas, em geral, tem cerca de cinco gramas de café.
No Brasil, líder mundial do grão, empresas do setor que fabricam cápsulas têm usado arábicas e conilons para avançar na categoria como cafés especiais também, conectando produtores deste segmento com um varejo mais especializado ou, como no caso da rede de supermercados, que têm investido mais em cafés.
A participação evidencia o espaço conquistado pelos diferentes formatos de consumo em uma cadeia que tem o Brasil como maior produtor mundial do grão.
Segundo a varejista, a popularização das máquinas domésticas e a busca por praticidade impulsionam as vendas das cápsulas. Os cafés tradicionais e extrafortes, porém, seguem como a base do consumo: juntos, concentram cerca de 70% do volume vendido pela rede.
Os indicadores medem aspectos diferentes do negócio. Enquanto a participação das cápsulas se refere à receita, a dos tradicionais e extrafortes considera a quantidade comercializada. Os números retratam a operação do Carrefour e não representam todo o mercado brasileiro.
A diversificação nas gôndolas ocorre em um país cuja força cafeeira começa nas lavouras. Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil responde por cerca de 30% a 35% da produção global, segundo a Embrapa.
