Sogaku Taguchi, de 31 anos, iniciou no dia 11 de setembro uma jornada de 12 anos de reclusão no complexo de templos Enryakuji, no Monte Hiei, no Japão. Monge-chefe do Templo Nanzambo, ele assumiu a função de Jishin, um título reservado a monges do budismo Tendai que se dedicam de maneira especial a Saicho, fundador da tradição.
Como parte dessa função, Taguchi permanecerá isolado do mundo exterior, cuidará do espaço religioso e seguirá uma rotina de práticas ascéticas, exercícios de disciplina física e espiritual destinados ao aperfeiçoamento religioso. A reclusão ocorrerá no salão Jodo-in, dedicado a Saicho, e deverá durar até 2036.
Durante esse período, Taguchi preparará suas próprias refeições, fará a limpeza do local e cuidará do mausoléu e do jardim. A rotina também inclui práticas religiosas e a exposição às condições rigorosas do inverno no Monte Hiei. Taguchi é o 118º Jishin desde 1699, quando começaram os registros dessa tradição, e o oitavo a assumir a função desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
“O desejo de viver de acordo com os ensinamentos de Dengyodaishi [título concedido pelo então imperador] cresceu em meu coração, e tenho trilhado o caminho de um monge com esse objetivo”, conta Taguchi, em entrevista ao The Yomiuri Shimbun. “Esta é uma das práticas ascéticas que Dengyodaishi nos pede, e estou transbordando de alegria por estar na linha de partida.”
Preparação de um ano
A entrada de Taguchi na reclusão foi precedida por meses de preparação.
Quem é o monge que começa jornada de 12 anos recluso em templo budista
