Após uma enxurrada de ações judiciais de última hora, Christa Pike foi presa a uma maca na noite de quarta-feira, prestes a se tornar a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos.
Mas, depois de receber duas doses aparentemente letais de pentobarbital, Pike ainda estava viva, roncando alto enquanto os jornalistas selecionados para testemunhar a execução olhavam uns para os outros, sem saber o que estava acontecendo.
“Nada daquilo foi normal”, disse Catherine Sweeney, repórter da WPLN. “Eu acompanhei todas as execuções no ano passado e a maioria das realizadas neste ano. Nunca vimos nada parecido. Deu tudo muito errado.”
Pike está viva e recebendo atendimento médico, informou sua equipe jurídica na tarde de quinta-feira.
A falha na execução de Pike, condenada à morte pelo assassinato, em 1995, de Colleen Slemmer, de 19 anos, levanta sérias questões sobre o que deu errado durante a execução e sobre o que acontecerá agora.
O governador Bill Lee, republicano, anunciou que cancelaria a última execução que ainda estava prevista para este ano enquanto uma revisão independente fosse realizada para “determinar exatamente o que ocorreu” no caso de Pike, segundo a Associated Press.
“O governador agiu corretamente ao solicitar uma investigação”, afirmou o gabinete do procurador-geral do Tennessee, Jonathan Skrmetti, em comunicado. “Precisamos saber o que aconteceu.”
É a segunda ordem desse tipo durante o mandato de Lee.
