As transformações na geopolítica global e o aumento das exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade estão mudando as relações comerciais do agronegócio e exigindo do Brasil uma atuação mais coordenada para preservar mercados e ampliar sua presença internacional.
A avaliação é de especialistas que participam nesta quinta-feira do GAFFFF (Global Agribusiness Forum), em São Paulo, para debater a regulação do comércio de alimentos mundial. Rastreabilidade e exportações com selos e certificações se tornam instrumentos de poder de negociação.
O presidente da Academia Latino-Americana do Agro (Alagro), Manoel Mário de Souza Barros, ressalta que o uso crescente das regras sanitárias reflete em uma profunda transformação do comércio internacional, cada vez mais de olho em instrumentos de regulação das relações comerciais.
Segundo ele, esse movimento tem provocado preocupação crescente entre os países produtores e exportadores, que precisam se adaptar às novas regras globais para manter o acesso aos mercados.
A rastreabilidade das cadeias de produção de proteína animal, por exemplo, é uma dessas ferramentas. De acordo com o executivo, os sistemas de monitoramento ganharão mais importância na inserção internacional, mas podem elevar os custos para produtores e empresas que precisam atender às exigências dos compradores.
