O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu cinco dias para a Polícia Federal informar o andamento das perícias nos bens apreendidos de Mário Fernandes, condenado a 26 anos e seis meses de prisão no processo da trama golpista. A determinação foi tomada após a defesa pedir a devolução dos objetos.
General da reserva e ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Jair Bolsonaro (PL), Fernandes foi apontado como responsável pelo plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato de Lula, Geraldo Alckmin e do próprio Moraes. Em interrogatório, admitiu ter elaborado o documento, mas afirmou que se tratava de um estudo e que não pretendia compartilhá-lo.
No despacho de quarta-feira (30), Moraes determinou que, após a resposta da PF, o processo seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que terá cinco dias para se manifestar. O ministro ainda não decidiu se autoriza a restituição.
Os bens foram apreendidos durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. O documento não detalha quais objetos a defesa pretende recuperar nem o estágio das análises periciais.
Fernandes está preso desde 19 de novembro de 2024. Segundo o despacho, a condenação se tornou definitiva em 23 de abril de 2026, quando Moraes determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado.
