InnoSpace aponta falha no controle das aletas do SEBIT após voo em Alcântara, no MA
A empresa sul-coreana InnoSpace concluiu a investigação interna sobre as causas do desvio de rota do foguete SEBIT, lançado em agosto a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Segundo a companhia, os dados apontaram um problema no sistema de controle das aletas do veículo e a necessidade de ajustes no algoritmo responsável pelo controle.
Com a investigação em andamento, novos testes no SEBIT e a previsão de outro voo de verificação, a InnoSpace reviu o calendário e adiou para o primeiro semestre de 2027 o lançamento do HANBIT-Nano, principal modelo da companhia. A missão estava prevista para novembro deste ano.
O novo cronograma ainda depende de discussões com a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (ALADA) e a Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo a companhia, o calendário de lançamentos dependerá do andamento da investigação, das melhorias técnicas, das verificações no foguete e das condições operacionais do Centro de Lançamento de Alcântara.
O que a análise identificou no voo
A conclusão faz parte de uma análise interna da companhia, enviada ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Segundo a InnoSpace, a investigação sobre o caso continua em conjunto com o órgão brasileiro.
A InnoSpace identificou diferenças entre o comportamento previsto em projeto e o desempenho real das aletas durante a fase de baixa velocidade.
Falha de controle do foguete SEBIT faz Innospace adiar lançamento previsto para novembro em Alcântara
