A ausência de Lula (PT) no último debate eleitoral do primeiro turno, promovido pela TV Globo, gerou preocupação entre aliados e interlocutores próximos à sua campanha. No cenário oposto, Flávio Bolsonaro (PL) se prepara para o confronto com um tom moderado.
“Vai ser um teste importante para o senador, diante de um esforço para tentar se apresentar como um candidato capaz de governar o país. O debate de hoje vai ser uma espécie de ensaio”, afirmou a analista de política Clarissa Oliveira durante o Live CNN desta quinta-feira (1º).
Além do desempenho individual, Clarissa apontou um segundo componente estratégico para Flávio no primeiro debate presidencial dele em 2026: a possibilidade de pavimentar alianças para um eventual segundo turno.
“Ali é que ele vai sentir melhor esse terreno. Vai dar para perceber quais candidatos vão jogar com ele como linha auxiliar, tentando até se aproximar dele nas propostas, nas discussões. Ou aqueles que podem subir um pouco o tom”, disse a analista.
Nesse sentido, Clarissa mencionou que a campanha de Lula também trabalha nos bastidores para fazer acenos discretos a Augusto Cury (Avante), enxergando nele um potencial aliado.
Já no campo mais à direita, figuras como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), que ainda não se sabe se terá a participação confirmada, e Romeu Zema (Novo) são candidatos experientes em debates que poderão colocar Flávio à prova.
