SÃO LUÍS - A transição de estações, como a chegada da primavera, costuma vir acompanhada do aumento nos casos de rinite e outras alergias respiratórias. Segundo a médica da família Rosana Castelo Branco, a florada típica do período eleva a proliferação e a inalação de pólen, que irritam as vias aéreas de pessoas com hiper-responsividade respiratória. Além disso, a elevação da temperatura resseca a mucosa nasal, diminuindo o muco protetor e facilitando a entrada de microrganismos, o que desencadeia quadros inflamatórios frequentes.
Para minimizar esses desconfortos no dia a dia, a médica ressalta que o controle ambiental é fundamental para reduzir o contato com poeira, ácaros e mofo. Entre as recomendações práticas estão a substituição do espanador ou da vassoura por panos úmidos na limpeza da casa, a higienização constante de ventiladores e ar-condicionados, a troca frequente das roupas de cama e a prática diária da lavagem nasal com soro fisiológico.
A especialista também alertou contra a automedicação e o uso indiscriminado de descongestionantes nasais, reforçando a importância da vacinação em dia contra a gripe.
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