A defesa do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pediu nesta quarta-feira, 30, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão de processos sob relatoria do ministro Flávio Dino que tenham relação com Luiz Inácio Lula da Silva, com a eleição presidencial ou com o próprio senador. Os advogados também pedem que Dino seja declarado suspeito para julgar esses casos.
A relação entre Lula e Dino, escreveu a defesa, configura uma “amizade íntima” e comprometeria a imparcialidade do ministro em processos que envolvam o presidente e seu principal adversário na disputa eleitoral. Se o pedido for acolhido, os processos deverão ser redistribuídos, salvo nos casos em que as regras do STF já determinem relator específico.
Os advogados reconhecem que encontros, declarações públicas ou um telefonema não seriam suficientes, isoladamente, para caracterizar suspeição. O argumento apresentado é que, em conjunto, esses episódios revelariam uma relação pessoal próxima entre Lula e Dino.
“Um jantar, um elogio, um telefonema: cada um deles, sozinho, poderia ser explicado. O que não se explica é o conjunto”, afirma a defesa na petição.
Defesa cita ligação de Lula a Dino
Um dos episódios mencionados é a ligação feita por Lula a Dino na última segunda-feira, 28, durante uma agenda presidencial em Belém. O presidente telefonou para o ministro antes de sancionar uma lei.
“Flávio, deixa eu lhe falar uma coisa. Eu tô aqui em Belém.
