BRASIL - A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já começou a discutir a estratégia para um eventual segundo turno da eleição presidencial. Conselheiros do petista avaliam internamente que a disputa terá uma segunda etapa e defendem que o presidente apresente aos eleitores propostas que avancem além da comparação com o adversário.
Entre os principais pontos discutidos está a política fiscal. Interlocutores consideram que Lula precisará sinalizar maior rigor com as contas públicas caso conquiste um quarto mandato.
“Lula vai ter de mostrar que, no seu quarto mandato, terá mais rigor fiscal”, afirmou um interlocutor do presidente.
Aliados avaliam que o presidente pode apresentar argumentos para explicar as dificuldades das contas públicas durante o terceiro mandato, atribuindo parte dos problemas à situação fiscal herdada do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para um eventual novo mandato, porém, consideram necessário indicar medidas para conter o crescimento da dívida pública.
Em junho, a dívida bruta do setor público chegou a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central divulgados em julho.
Em entrevista à TV Globo em agosto, Lula afirmou que a dívida pública brasileira não o preocupava e defendeu que o crescimento da economia contribuiria para reduzir o peso do endividamento.
