Ele está escrito em uma linguagem desconhecida, num alfabeto inventado - e talvez nem carregue um texto de verdade.
Trata-se de um códice (uma espécie de ancestral do livro) medieval, cuja origem e história são misteriosas. O primeiro dono confirmado do artefato foi Georg Baresch, um alquimista que viveu em Praga no século 17. Uma datação por carbono, no entanto, mostra que ele provavelmente foi produzido no início do século 15, e análises estilísticas e da tinta utilizada mostram semelhanças com obras feitas na Itália durante o Renascimento. Ele foi comprado pelo colecionador Wilfrid Voynich em 1912 (daí o nome); hoje, está na Universidade de Yale, nos EUA.
Suas 240 páginas têm textos escritos à mão usando cerca de 20 caracteres desconhecidos, mas que parecem um alfabeto real. Há ilustrações de plantas e ervas que não existem, diagramas astronômicos e mapas planetários misteriosos e figuras de mulheres em cenários peculiares (parecem ser banheiras conectadas por tubos e canos).
Ele já foi estudado por historiadores, linguistas, artistas e criptoanalistas (especialistas em desvendar códigos), mas ninguém sabe o que o seu conteúdo significa. A distribuição dos símbolos parece seguir uma lógica prevista em conteúdos reais, e não aleatória. É possível que o texto tenha sido escrito em uma língua real e, depois, transcrito usando um alfabeto inventado; ou talvez a própria língua tenha sido construída.
