Um artigo publicado em 2002 no periódico Psychological Science, que avaliou como diferenças de prazo para concluir um trabalho podem afetar a procrastinação, acaba de ser retratado após a descoberta de evidências de manipulação de dados. Assinado por Dan Ariely, professor da Universidade Duke, e Klaus Wertenbroch, da escola de negócios francesa Insead, o estudo concluiu que prazos de entrega igualmente espaçados poderiam reduzir a tendência a atrasar o trabalho e aumentar a probabilidade de as tarefas serem concluídas dentro do prazo.
O artigo descrevia dois experimentos. Em um deles, 60 estudantes receberam três tarefas de revisão de texto e podiam entregá-las em lotes com intervalos de uma semana, todas ao final de 21 dias ou em datas escolhidas por eles próprios. O trabalho concluiu que os prazos espaçados produziam melhores resultados do que deixar a definição das datas a cargo dos participantes.
No segundo experimento, os estudantes também foram divididos em grupos com diferentes prazos de entrega e receberam notas de acordo com seu desempenho. Os alunos que tinham prazos de entrega igualmente espaçados receberam notas significativamente maiores do que aqueles que definiam suas próprias datas de conclusão do trabalho.
O periódico decidiu “despublicar” o artigo depois que uma tentativa independente de replicar os experimentos não corroborou seus resultados e quando uma análise posterior apontou anomalias nos dados originais.
