A Polícia Federal (PF) indiciou o empresário João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, por suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A investigação apura um esquema de fraudes tributárias no setor de combustíveis ligado ao empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco.
Além de Mansur, outras 12 pessoas foram indiciadas no âmbito da Operação Quasar, conduzida pela PF de São Paulo. A investigação é relacionada à Carbono Oculto, operação que apurou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em atividades da economia formal. Beto Louco, considerado foragido, não foi indiciado nesse inquérito específico.
Segundo a PF, Mansur contribuiu para inserir no sistema financeiro recursos provenientes de sonegação fiscal e outros ilícitos atribuídos ao grupo econômico ligado a Beto Louco. O dinheiro teria passado por contas sem identificação dos titulares e por uma estrutura de fundos de investimento.
Detalhes da investigação da PF contra Mansur
A Reag foi uma das principais gestoras independentes do país e tornou-se um dos alvos da Carbono Oculto. Mansur deixou a presidência do Conselho de Administração da empresa em setembro de 2025, depois da deflagração da operação.
O empresário também é investigado em outro caso de repercussão nacional. Em janeiro, foi alvo de buscas na Operação Compliance Zero, que apura irregularidades relacionadas ao Banco Master. Mansur não chegou a ser preso.
