O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, deve visitar Israel logo no início de um eventual novo governo, caso seja eleito no pleito deste ano.
O objetivo é retomar o diálogo e as ligações diplomáticas com o governo israelense, interrompidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desafeto do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Em 2019, pouco depois de tomar posse no Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, também fez uma visita oficial a Israel. O ex-presidente mantém relação política próxima com o premiê isaraelense.
Os planos de Flávio foram compartilhados com representantes da Confederação Israelita do Brasil (Conib) durante uma reunião em São Paulo na terça-feira 29.
A entidade já se reuniu com os principais candidatos de oposição ao governo Lula. Além de Flávio, Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Lula também foi convidado, mas não compareceu até o momento.
'Persona non grata'
Lula se tornou “persona non grata” em Israel em fevereiro de 2024, o que levou, na prática, ao rompimento das relações entre os governos do Brasil e de Israel.
Na ocasião, uma declaração de Lula foi o estopim para a decisão israelense de declarar o brasileiro “persona non grata” no país.
