Os títulos globais sofriam mais uma onda de vendas nesta quinta-feira (1º), pressionando ainda mais as finanças públicas uma vez que os custos de financiamento dos EUA à França e ao Japão atingiram níveis não vistos há décadas, com repercussões em ouros mercados, incluindo o de ações.
As ações europeias eram particularmente afetadas, com o índice de referência STOXX 600 chegando a cair 1,2%, atingindo seu nível mais baixo desde junho.
O rendimento do Treasury de 10 anos, um parâmetro para os custos globais de empréstimos e preços de ativos, subiu para 5,34%, seu maior nível desde 2002, após registrar o maior aumento trimestral neste século nos três meses até setembro.
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Os rendimentos sobem quando os preços dos títulos caem, e vêm aumentando em todo o mundo já que os custos crescentes da energia alimentam a inflação e que o boom da inteligência artificial e da construção de centros de dados elevam as expectativas de crescimento e sobre onde as taxas de juros de curto prazo irão se estabilizar.
Taxas mais altas aumentam os custos de financiamento para empresas e mutuários de hipotecas e forçam os governos a gastar mais com pagamentos de juros, restando menos recursos para outras finalidades.
Os títulos dos países mais endividados estão sendo vendidos com mais intensidade.
