A busca por animais adaptados ao clima tropical capazes de produzir carne nobre estimula novos cruzamentos na pecuária brasileira. Desenvolvido para atuar na cobertura a pasto de vacadas zebuínas, o cruzamento entre reprodutores Angus e matrizes Senepol consolida uma alternativa de alta precocidade. Na quarta-feira 30 o pecuarista e secretário de Agricultura de Luiziana (PR), Diogo Henrique Bilesque Bianche, participou do programa A Força do Agro, da Revista Oeste, e detalhou a formação do composto genético Senangus.
Segundo o criador, a proposta combina a tolerância ao calor do Senepol com o acabamento de carcaça e a pelagem homozigota preta do Angus. O projeto começou em 2019 e conta com registro genealógico delegado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à Associação Brasileira dos Criadores de Senepol.
“O composto reúne o vigor híbrido máximo das duas raças”, afirmou Bianche. “O objetivo central é colocar no pasto um touro rústico apto a cobrir a campo e entregar bezerros pesados e precoces.”
Desempenho a pasto do composto genético Senangus
O diferencial técnico da seleção paranaense envolveu a escolha de linhagens de Aberdeen Angus de origem argentina. Esses animais foram selecionados historicamente em pastejo extensivo, com porte mediano a alto e musculatura posterior desenvolvida, características adequadas à realidade das fazendas nacionais.
Em regime exclusivo de capim com suplementação mineral, os machos atingem 500 quilos aos 16 meses de idade.
